quinta-feira, 2 de maio de 2013

Pragmatismo pode custar caro


É claro e notório para qualquer um que gosta e entende de futebol que o Corinthians é muito mais time do que o Boca. Tanto técnica, quanto físicamente. Porém, em um ponto, o clube argentino é e ainda será por um bom tempo superior ao timão: o peso da camisa.

O timão de ontem parecia que sabia de sua superioridade e achou que venceria a hora que quisesse, mesmo sem s esforçar muito. O resultado foi o que todos nós vimos, um time sem alma, com falhas individuais e qu, nem de longe lembrou a equipe aplicada da temporada passada.

Ontem, o que e viu no alçapão de La Bombonera, foi um time boquense que tinha plena consciênia de suas limitações, ainda mais sem Riquelme. Para enfrentar, de igual para igual o atual campeão da Libertadores, era preciso muito suor e aplicação tática.

E foi isso que o Boca nos mostrou. Sufocou, marcou como nunca e, mesmo sem ser brilhante, deu uma aula de entrega. A vitória por um a zero foi importantíssima para o clube argentino. Não tomou gol em casa e leva agora uma coniderável vantagem para o Pacaembu.

O Corinthians segue sendo favorito? Evidentemente que sim, entreanto, para vencer, terá que jogar muito e suar sangue, em São Paulo.

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quinta-feira, 28 de março de 2013

Terceira rodada da Taça Rio- Vasco e Fla sofrem, Flu, numa boa

A rodada dessa quarta, a terceira da Taça Rio, proporcionou sentimentos distintos para os torcedores de Vasco, Fluminense e Flamengo. Vamos a uma breve análise de cada uma dessas equipes.

                                                                Vasco 0x0 Olaria

O problema do time da colina não é e nunca foi treinador (apesar de concordar que Gaúcho não era o melhor nome). A verdade é que o elenco do Vasco é limitado.

Paulo Autori estreou com pouco tempo de trabalho e já pressionado pelas três derrotas consecutivas. Talvez por isso, e pelas dimensão acanhada do campo de Moça Bonita, ele tenha optado pela escalação de Felipe Bastos, dono de um potente tiro de longa distância.

Porém, ao barrar Pedro Ken, Autuori sacou o mais regular jogador do seu time. Como consequência, o primeiro tempo do Vasco foi horroroso. Na etapa final, o treinador corrigiu seu erro e, num passe de mágica, sua equipe subiu de produção.

Mesmo sem agradar seus torcedores, o time cresceu, pressionou e teve chances de vencer. Acontece que, quando a fase é negra, nada dá certo. Éder Luís desperdiçou uma oportunidade incrível. Carlos Alberto, Tenório, Sandro Silva, ninguém esteve bem.

Praticamente eliminado do carioca, resta ao Vasco tentar arrumar a casa para a disputa do brasileiro. Todavia, nem isso será uma tarefa fácil. Não existe dinheiro para contratações, Dedé deve ser negociado em breve e nem mesmo as categorias de base o time pode recorrer. O sofrimento em São Januário parece que irá continuar por algum tempo.

                                                              Fluminense 3x1 Macaé

A vitóri tricolor foi importante, não só pra colocar o time na liderança provisória do grupo (o Resende joga amanhã). A partida valeu também para mostrar que exsite alternativa para os medalhões.

A má fase de Deco, Edinho, Sóbis, Valencia e outros jogadores importantes na recentes conquistas estavam começando a afetar o time, que não só não atuava bem, como não vencia. As entradas de Marcos Júnior, Rhaynner e, especialmente, Michael, mostraram que não só existe uma alternativa, uma sombra aos titulares, como também para provar que o trabalho de base de Xerém vem sendo muito bem realizado.

Falando do jogo, obviamente que Michael, autor dos três gols, tinha tudo para ser o assunto principal desse post. Afinal, o garoto mostrou oportunismo, faro de gol e boa técnica. Contudo, Rhaynner e seu jejum de gols que já dura mais de dois anos será destacado. O atleta é adorado pela torcida, por sua entega e perseverança, mas,novamente se candidatou a cobrar um pênalti e irritou Abel Braga.

O fato é que sua atitude e a cobrança desperdiçada devem estar fazendo Abel se perguntar se o time (que quer ajudar Rhaynner a voltar a balançar as redes) deverá ceder a pressão das arquibancadas e deixar quem treinou bater as penalidades.

De qualquer forma, a atuação dos jovens serviu de alerta aos consagrados medalhões, que parecem mais preocupados em atuar fora de campo do que dentro das quatro linhas. Cuidado, não se acomodem porque tem um jovem com olho de tigre atrás da sua vaga.

                                                       Flamengo2x1 Bangu

Não gostei do início de Jorginho no comando do Flamengo (apesar de ter aprovado sua contratação). Na estreia, treinou no 4-2-3-1 e escalou no 4-4-2. Hoje, apesar de ter voltado a seu esquema favorito, escolheu as peças erradas.

Primeiro, Renato Santos não pode ser reserva da zaga. Alex Silva está fora de forma e é lento por natureza (até por seu tamanho) e Wallace é limitado. Luiz Antônio também não é, nem nunca será lateral. Apesar de bom nas incursões pelo lado direito, ele não sabe marcar, fica perdido nas cobertuas e o cruzamento é deficiente. Diante desse quadro, ele poderia ser utilizado como ala, num esquema com três zagueiros.

Segundo, Elias, apesar de ter sido escalado como segundo volante, onde não rende tanto, foi o melhor jogador na primeira etapa. Quando foi deslocado para a lateral direita, mostrou conhecimento tático de posicionamento, mas sua atuação caiu demais. Depois, Carlos Eduardo segue sem ritmo e sem vontade de jogar. Rafinha parece ter imunidade e, mesmo longe de seus melhores dias, nunca é substituído. Gabriel mostrou personalidade, tentou as jogadas individuais, mas mostrou dois defeitos: precisa melhorar a finalização e o preparo físico, pois morreu na etapa final.

Na frente, Hernane é titular por falta de opção. Apesar de artilheiro do campeonato, ele atrapalha a maioria das jogadas, já que não consegue fazer o pivô e erra passes demais. Além disso, a falta de velocidade também prejudica o sistema de jogo veloz que a equipe tenta imprimir.

Não vou nem comentar as escalações de Amaral e a entrada de Renato Abreu. Agora, temos que adimitir que Jorginho acertou ao colocar em campo Nixon e Rodolofo (outro que, nesse time não pode ser reserva). Foi devido graças a esses dois jogadores e raça, tipicamente rubro-negra,que a equipe chegou a virada. Muito pouco para pensar em um resto de ano tranquilo....

OBS: A escalação que eu sugiro, no 4-2-3-1, sem um centroavante de ofício e aproveitando-se da juventude e velocidade seria: Felipe, Leo Moura, Gonzales, Renato Santos e João Paulo, Cáceres, Elias, Rafinha, Rodolfo e Gabriel, Nixon.






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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Agonia e êxtase


                                                                         Agonia

No apertado campo de Conselheiro Galvão, o renovado e desfalcado Flamengo nao teve competência suficiente para vencer o Madureira. O resultado serviu para frear a euforia que já tomava conta de parte da torcida. Ainda há muito o que se fazer na Gávea, mesmo com a nova diretoria agindo com correção e discrição fora das quatro linhas.

A partida começou com o Fla tentando se acostumar ao calor e as dimensões reduzidas do alçapão suburbano. As melhores jogadas saiam pela direita, com boas tabelas entre Leo Moura e Rafinha. Faltava, entretanto, capricho na última bola. Ibson e Rodolfo eram os melhores em campo. E foi deles a jogada do gol, marcado pelo camisa sete. Ao não comemorar, Ibson demonstrou insatisfação com a forma profissional que o clube vem sendo gerido. Perdeu boa oportunidade de ficar calado.

Na etapa final, o rubro-negro caiu assustadoramente de produção. O Madureira aproveitou-se disso, cresceu e passou a mandar na partida. O empate veio através de um pênalti bobo cometido pelo jovem Felipe Dias. Assim como no primeiro tempo, o Fla só jogava pelo lado direito, deixando Nixon e depois Adryan abandonados na esquerda. Sem ter mais forças, o empate acabou sendo o resultado mais justo. Parece que a agonia ainda vai demorar um tempo pra passar.

                                                                       Êxtase

A noite, em partida que comentei pela Rádio Vavel Brasil, o São Paulo praticamente garantiu sua vaga na fase de grupos da Libertadores, com uma goleada por 5 a 0 sobre a fraca equipe do Bolívar.

Atuando em um 4-2-1-3, com Denílson e Welington na proteção a zaga, Jádson na armação, Aloísio pelo lado direito, Osvaldo no esquerdo e Luís Fabiano centralizado,o tricolor tirou partido da maração em linha da zaga boliviana para, com velocidade e penetrações, deitar e rolar. Méritos para Ney Franco que sacou o cerebral, porém lento Ganso e optou pela velocidade. Assim, não foi surpresa que o primeiro tempo tenha terminado com 3 a 0 para o São Paulo.

Mesmo tirando nitidamente o pé do acelerador na etapa complementar, o tricolor, quando quis, acelerou o jogo e marcou mais duas vezes. O que chama mais atenção foi o fato do time paulista não ter nem sequer jogado tão bem assim. A diferença técnica entre as equipes é colossal. Mesmo sem forçar o ritmo, a goleada veio ao natural.  Na semana que vem, na altitude de La Paz, o São Paulo pode até perder o jogo, mas não perderá a sua classificação.

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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Obrigado a Nação Rubro Negra


Queria agradecer de coração a Nação Rubro Negra, por ter comparecido ao lançamento do livro "No Campo e na Moral - Flamengo Campeão Brasileiro de 1987.
Só na noite de hoje foram vendidos três vezes mais livros do que em todas as noites de autógrafos do meu primeiro livro "Sarriá 82"juntas.

Agradecimento especial ao Nielsen Elias e ao amigo André Rocha.






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